Escolher se relacionar com alguém que está solteiro há muito tempo é selo de segurança emocional?
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Ne plus suivre le balado a échoué
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Existe uma crença quase automática, pouco questionada, de que se relacionar com alguém solteiro há muito tempo seria uma escolha emocionalmente mais segura. Como se a ausência de ex recente significasse menos conflitos, menos bagagem e menos risco de dor. “Deus me livre de quem tem ex”, “ah, fulano está há anos solteiro, essa pessoa já resolveu tudo” - frases comuns, mas que simplificam demais a complexidade dos vínculos humanos. A vida real não funciona assim. Tempo sozinho não mede prontidão afetiva, assim como um término recente não define indisponibilidade emocional. Tem gente que faz o luto de um relacionamento ainda dentro dele e sai mais aberta para amar do que quem passou anos evitando vínculos profundos.
Da mesma forma, há quem esteja solteiro há muito tempo não por escolha consciente, mas por medo de se envolver, dificuldade de intimidade ou repetição de padrões. A busca por “garantias” no amor diz muito mais sobre o nosso medo de sofrer do que sobre o outro. Uma pesquisa recente do Tinder, por exemplo, revelou um desencontro curioso: muitas mulheres acreditam que os homens só querem algo casual, enquanto a maioria deles afirma estar aberta a um relacionamento sério.
E aí? Para você, dá para estar “livre” e, ainda assim, emocionalmente indisponível? É possível sair de um término recente mais consciente, inteiro e pronto para amar?